O Poder do Sol

29.01.2017

 

O despertador toca chamando a gente para mais um dia. Desligamos, nervosos por sairmos de nossas camas aconchegantes, mas ele toca de novo. Não tem jeito, precisamos levantar.

Lavamos o rosto, escovamos os dentes e decidimos abrir a janela: Uma luz ofuscante invade o cômodo, quase como uma flecha de liberdade, um raio luminoso, quente e belo. Olhamos para o lado de fora, e lá está ele: o Sol.

Mas aí, fechamos a janela de novo. O brilho é muito forte, incomoda, já está quente demais. Começamos nosso dia e essa grande bola de energia presente em nosso céu não passa de um plano de fundo, algo que sempre está lá e só isso.

 

Hoje, vamos fazer jus àquele cujo poder nos dá o poder de viver. Vamos lembrar do acaso cósmico e da probabilidade ínfima de estarmos na zona habitável dele. Vamos fazer jus ao Sol.

 

 

Mas afinal, como surgiu o Sol?

 

Muitas vezes, com nossas rotinas atarefadas esquecemos do que está bem "acima de nossas cabeças". O Sol, que torna nossos dias mais claros e mais felizes, começou sua história há 4,6 bilhões de anos atrás, a partir de uma gigantesca nuvem de poeira estelar e gás, a chamada Nebulosa Solar.

 

As nebulosas são nuvens moleculares compostas de  poeira, hidrogênio, hélio e outros gases ionizados. São as regiões do universo onde as estrelas nascem.

A Nebulosa Solar pode ter se originado de uma dessas nebulosas, apesar de sua origem não ser exatamente clara.


No início, essa nebulosa girava muito lentamente e possuía uma temperatura muito fria, de -230ºC. Sob influência da gravidade, a nebulosa solar se condensou numa região central, isso é, parte do material começou a se aglutinar no centro (proto-sol), e numa porção exterior que chamamos de disco-protoplanetário.
 

 

A medida que se contraiu, essa nuvem começou a girar mais rapidamente, achatando-se e aquecendo-se. Assim, a temperatura e a densidade próximas ao centro cresceram.

 

Conforme orbitavam o jovem sol e devido a instabilidades no disco protoplanetários, grãos de poeira e gelo formaram discos, sob a influência da gravidade.

 

Próximos ao centro, ficaram os grãos sólidos e metálicos, enquanto gelo, amônia, metano, além de rochas ficaram nas camadas exteriores do disco. Esses grãos se aglutinaram, isso é, grãos maiores e com maior poder gravitacional atraíram outros menores enquanto giravam em sua órbita ao redor do proto-sol. Ao longo de milhões de anos, esses aglomerados formaram os planetesimais que com o passar de 40 milhões de anos, se tornaram os planetas que conhecemos hoje. Os mais próximos do centro, formaram os planetas rochosos Mercúrio, Vênus, Terra e Marte, e os mais distantes, os gasosos Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
 

 

O que é Sol?

O sol é uma estrela, uma esfera de plasma (gás ionizado) extremamente quente, contendo 750 vezes a massa de todo o restante do sistema solar. Em seu núcleo, com temperaturas e densidades elevadíssimas, reações nucleares convertem núcleos de hidrogênio em núcleos de hélio uma taxa de 600 milhões de toneladas por segundo. O sol ainda contem traços de carbono, nitrogênio e oxigênio.

 

 Crédito: Nasa

 

1. NÚCLEO: Energia é gerada por reações termonucleares (fusão termonuclear), onde 2 núcleos de hidrogênio chocam-se e mantem-se unidos, um deles transforma-se em nêutron e forma o deutério, liberando um neutrino, um pósitron e energia. O deutério formado colide com um próton, o choque libera um Fóton de raios gama rico em energia, criando temperaturas extremas no núcleo de até 15.000.000 ºC. O núcleo corresponde a apenas 2% do volume do sol.

2. ZONA RADIOATIVA: A energia se move lentamente para fora, levando mais de 170.000 anos para sair da zona solar conhecida como Zona Radioativa.

 

3. ZONA CONVECTIVA: A mesma energia continua a se mover em direção a superfície através de correntes convectivas de gases, também chamadas de células de convecção.

 

4. CROMOSFERA: Essa camada relativamente fina é esculpida por linhas de campo magnético que restringem o plasma solar eletricamente carregado. Ocasionalmente, maiores ejeções de plasma, chamadas de proeminências se formam e se estendem até a tênue e quente corona, ás vezes ejetando material para longe do Sol.

 

5. COROA OU CORONA: Localiza-se sobre a cromosfera.  Sua impressionante extensão atinge milhões de quilômetros no espaço (proeminências). A temperatura chega a 2 milhões de graus centígrados. Apresenta zonas de baixa densidade pela qual fluem gases do vento solar.

 

6. PROEMINÊNCIAS CORONAIS: Densa nuvem de gás suspensa acima da superfície solar por arcos de campos magnéticos, que podem persistir por dias ou semanas.

 

 

O perfil do Sol


Por mais que ele esteja sempre sobre nossas cabeças, ainda é um pouco difícil compreender a magnitude desse astro que mantem o nosso equilíbrio vital. Que tal tentarmos deixar tudo isso um pouquinho mais compreensível?

DISTÂNCIA MÉDIA DA TERRA: 149,6 milhões de quilômetros, algo como 15 milhões de ônibus (de tamanho médio 10m).

TEMPERATURA SUPERFICIAL: 5.500ºC

TEMPERATURA CENTRAL: 15 milhões de ºC

DIÂMETRO NO EQUADOR: 1.4 milhão de KM.

14 mil viagens de São Paulo a Sorocaba (média de 100 KM)

 

MASSA (Terra = 1): 333 mil

 

COMPARAÇÃO DE TAMANHO:
 

 


 

Depois de saber mais informações sobre essa grande estrela, coração do nosso sistema planetário. De conhecer um pouquinho mais sobre seu funcionamento e sobre a sorte que temos de estarmos onde estamos. Quando seu despertador tocar e você abrir a janela, e cada raio solar tocar sua pele, ofuscar sua visão e que cada fóton atingir o seu ser, lembre-se sobre cada fato que você acabou de ler e descubra que você está tão conectado com ele quanto imagina.

 

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

últimas notícias
Please reload

curta nossa fan page
escute nossa playlist
categorias
tags